quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

de meu só tenho o coração

À vida peço pouca coisa

Não é muito, de verdade

Peço as músicas que me embalaram as horas

Os beijos que me molharam os lábios

As palavras que me emocionaram a alma

Os sorrisos que me tiraram do chão

As promessas da juventude

As lágrimas de alegria

Os dias ensolarados

Os momentos descuidados

O mergulho nas águas do mar

As cantigas de ninar

Os tempos de criança

Os tempos de adulto

E os tempos maduros

A memória dos dias vividos

E a felicidade incontida no peito

A ternura dos amigos

O amor de filho

O amor de pai

O amor de mãe

O amor

E toda forma de amor

Peço à vida pouca coisa

Somente o que meu coração pode carregar

O que posso levar a qualquer lugar

E que o tempo nunca, nunca, nunca vai apagar

Nenhum comentário: