A palavra que me abriga é sempre
Sempre, que é tão maior do que para sempre
Porque não tem partida
E nem tem começo o que sempre existiu
E qual o gigante que é o mar
Imenso, absoluto, infinito em meus olhos
Trago o universo dentro de mim
Cada partícula e os planetas
Cada palavra e a flexão de todos os verbos
O fogo que queima, a brisa que sopra, as pegadas na areia
O abraço que acalma, o cavalo selvagem, a água que cura
Sou tudo e sou todas as pessoas
Sou o filho e o pai, a mãe e os irmãos
Sou Deus e as estrelas
Sou o todo e sou o sempre
O sempre que não veio antes de agora
O sempre que é depois de hoje
O sempre que sempre será
A palavra que me abriga é sempre
Porque não tem fim o que sempre existiu
De outra forma nada haveria
Eu mesmo não seria
sábado, 18 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
O amor à claridade
Nas distâncias vistas à claridade
Surgiu, enfim, sua maior verdade
Porque mesmo que o tivessem dito por piedade
Por nele virem aquela desconcertante humildade
Tudo agora era mais do que mera possibilidade
De que para esse homem tolo e sem vaidade
Cheio de dor, lágrimas e saudade
Não havia, mesmo, lugar para a maldade
Mas somente a terna ingenuidade
Dessas pessoas que põem o amor à claridade
Surgiu, enfim, sua maior verdade
Porque mesmo que o tivessem dito por piedade
Por nele virem aquela desconcertante humildade
Tudo agora era mais do que mera possibilidade
De que para esse homem tolo e sem vaidade
Cheio de dor, lágrimas e saudade
Não havia, mesmo, lugar para a maldade
Mas somente a terna ingenuidade
Dessas pessoas que põem o amor à claridade
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