Anoitece
Fecho os olhos
Do meu corpo não sou mais refém
Mergulho nesse outro universo
Esse outro mundo, tão-perto
Não tenho pés
Não há cansaço
Sou como um pássaro no espaço
Sou o ontem, o hoje
Sou meu futuro
Mas amanhece
Abro os olhos
Volto dessa doce morte
Não sei se nisso há sorte
Mas volto, ainda
Não é hora
Não é agora
Há mais dias de vida
Nessa jornada comprida
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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