quarta-feira, 26 de novembro de 2008

minhas duas vidas

Anoitece

Fecho os olhos

Do meu corpo não sou mais refém

Mergulho nesse outro universo

Esse outro mundo, tão-perto

Não tenho pés

Não há cansaço

Sou como um pássaro no espaço

Sou o ontem, o hoje

Sou meu futuro

Mas amanhece

Abro os olhos

Volto dessa doce morte

Não sei se nisso há sorte

Mas volto, ainda

Não é hora

Não é agora

Há mais dias de vida

Nessa jornada comprida

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