Ah, poeta da parede lisa
E da página vazia
Confessa o que move teu dia
A busca incessante da rima
Ou verter as palavras
Da tua própria vida
Ah, poeta do teu único universo
A verdade é que achas-te submerso
Neste enredo sem sucesso
Não há um tom que te guie
Não há um santo que te ajude
Não há quem te tome pelas mãos
Só há os pensamentos sôfregos
Só há tais sentimentos atônitos
E já te vejo rabiscar estas palavras
Prontas, acabadas
E com elas vais voando
E mais nada
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário