sábado, 22 de novembro de 2008

no fim, nunca nada acaba

Se um dia eu me esquecer

É só porque guardei tudo bem escondido

Recolhi as memórias

Tranquei, pus num baú

Sumi com a chave

Mudei a casa, pintei as paredes

Vida nova, inteira

Se um dia eu não sonhar

É porque pedi aos anjos essa bondade

Porque preciso fechar os olhos e não pensar

Algumas horas ausente

Um vivo morto

Ou um corpo inerte

Mas que respira vida, inteira

Se um dia eu morrer

E hei de morrer

Destranco aquele baú

Pego tudo o que tem dentro

Ponho na bagagem

E vou lá pedir outra oportunidade

Uma outra vida, inteira

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