quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Vermelho
Aquelas não eram flores quaisquer. Eram rosas vermelhas, vivas, de uma cor intensa e escura, uniforme, única, como o sangue que lhe corria pelas veias. Vermelhas como seu coração, irrigado desse mesmo líquido grosso, viscoso, que lhe dava a vida. Bombeado para todo seu corpo, até para aquelas pequenas artérias em seus globos oculares. Os mesmos olhos que captavam a beleza daquelas flores e lhes reconhecia a cor, a coincidência da natureza. Os mesmos olhos que um dia se fechariam para a vida, como as pétalas daquelas flores um dia cairiam ao chão. E tudo se transformaria em outras coisas. Como todas as coisas se tornam outras coisas e estas em outras num ciclo interminável, infinito, sem começo, sem fim, sem limite, sem tempo, tão absurdamente louco e tão absolutamente necessário.
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