domingo, 15 de março de 2009

Em minhas mãos

As portas estão abertas e não há mais ninguém no caminho. Ponho-me em marcha, a vencer a distância que me separa da grande verdade, qualquer que seja ela. E mesmo que nada pareça real, há a luz que me atravessa a alma e por isso sei que é dia e não noite, que estou vivo e não morto. Surpreendo-me por não sentir medo, porque nem mesmo imagino o que encontrarei fora daqui. Penso em Deus e sua corte de anjos, embora mais me pareça com o demônio e seus soldados de fogo. Rio de minhas tolas pretensões, porque nenhum deles tem qualquer interesse em mim. O fato é que estou por minha conta e risco, sem intermediários, sem representantes ou tutores, sem pai e mãe. Nada me resta senão meu destino e minha consciência, minhas ações e o resultado delas. Eu e mim mesmo. É o que tenho, o irrelevante peso de minha existência.

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