quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Tudo é possível
Não houve aviso. Não houve premeditação. Naquele dia sequer pensava em ti. Tinha me esquecido como esqueço sempre, depois de lembrar. Caminhava sob o sol, pés descalços no chão, poucas ilusões, somente calma. A certeza de que tudo estava bem, como deveria estar. Foi aí que te vi, não muito distante, não te movias. Eras todo sorriso, aquele sorriso. Vestias branco, assim como eu. Podíamos estar mortos, no paraíso. Quem sabe. Fui me chegando a ti devagar. O meu um sorriso tímido, que aumentou quando te pude ver melhor. Não dissemos nada, mas lembro dos meus olhos úmidos. Não sei se os teus. Não importa. Tomaste minha mão direita com a tua esquerda. Talvez nessa hora tenhamos levitado ou voado juntos. Tudo é possível. Tudo é absolutamente possível.
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